quinta-feira, 8 de maio de 2008

Enfermeiro violador e penumbras!

A STV fez-nos saber que no Centro de Saude do Porto, na baixa da cidade de Maputo, um enfermeiro tentou violar quatro pacientes que foram àquela unidade sanitária com intuito de encontrar assistência para as suas efermidades. Segundo relataram a vitimas, o enfermeiro em vez de perguntar o que sentiam, ele começou a palpa-las desde os seios até aos órgãos genitais.
Alegam ainda que o enfermeiro obrigou-as a tirar todas a sua roupa e introduziu dedos em órgãos genitais das pacientes.
Se é que, o que as senhoras relataram aconteceu mesmo, estamos mal e mal de verdade. Estamos mal, porque poderermos ter medo de deixar nossas irmãs, esposas, primas etc, irem ao hospital para não cruzar com o enfermeiro violador na triagem. Mais ainda, estamos mal porque, poderemos temer que as nossas irmãs sejam tão tolerantes a ponto de deixar que o enfermeiro violador introduza dedos em seus órgão genitais e elas impavidas a espera de reagir quando lhes forem feitas aquelas perguntinhas mesquinhas e chatas: "Estas a gostar? Nas estas a ficar excitada?". Estamos mal!
Pelo que pude ver das imagens da STV, as senhoras estavam mesmo doentes mas não inconscientes pelo que custa-me aceitar que elas tenham deixado o enfermeiro abusá-las daquela maneira. Elas obedeceram, religiosamente, ao enfermeiro. Aceitaram tirar as suas blusas, seguiu os soutiens, depois as saias/calças e até as calcinhas.
Que estória penumbrada. E eu acho que estamos mal e mal mesmo!!!!!

8 comentários:

ximbitane disse...

Caro Saiete, acredito que as senhoras tenham agido impávidas e serenas ao avanços maliciosos do enfermeiro em causa, sim senhor.

O que sabem elas sobre procedimentos clinicos? Sabem apenas que sentem dores e que é em unidades sanitarias que serão tratadas tais dores por pessoas profissionais e especializadas na matéria e que têm em conta todas as medidas de higiene e proteção!

Agora, quanto as penumbras, se realmente soubessemos de que males eram apoquentadas, as senhoras, poderiamos tecer outro tipo de comentarios. Se se trata de questoes ginecologicas, como me parece ocorrer, é natural que se dispam da roupa interior para observação ou analise in loco.

Que o fulano queria aproveitar-se da situação para realizar suas fantasias sem consentimento das vitimas, quem lá vai saber?

Jorge Saiete disse...

Amiga Ximbitane, eu estou na mesma linha contigo, na verdade não sei muto bem o que aconteceu. Muito menos dos conhecimentos clinicos que as senhoras têem, mesmo assim, continuo pensando que a tolerância delas foi extremamente excessiva. Nem que fosse uma consulta "ginecologica", custa-me aceitar que o enfermeiro começa a apalpar nos pacientes sem lhes dirigir uma palavra apenas. Pior ainda, a primeira paciente, a segunda e a terceira não reagiram logo até que o violador desbravasse a quarta senhora. Que temiam elas? Perante tamanha barbaridade, podiam as primeira, eventualmente,não ter tido coragem de contactar a TV como forma de se auto preservarem mas poderiam ter alertado a direcção da unidade sanitária ou no mínimo aos outros doentes que estavam na bicha? Nem isso fizeram, até que o violador conseguisse a quarta? Acho que há penumbras!

Bayano Valy disse...

caro saiete,
obrigado pelo parabéns. vi o link e esta é uma das casas que visitarei diariamente. obedeci ao teu apelo e voltei à carga.

essa do enfermeiro me faz pensar que são muitos os nossos concidadãos que não conhecem os seus direitos. há que fazermos muito para taparmos o fosso de cidadania que prevalece no nosso seio sob risco de estarmos a criar um ninho para que os doentios façam das suas.

chapa100 disse...

um assunto grave. ainda bem que foi denunciado. um abraco

Jonathan McCharty disse...

Prezado Jorge!

Adicionei-o aos meus "elos" no meu blogue (ainda no seu primeiro gatinhar). Espero que não esteja a incorrer em matérias do fórum de "invasão de propriedade privada/intelectual"!

Abraço

ximbitane disse...

Amiga Ximbitane, eu estou na mesma linha contigo, na verdade não sei muto bem o que aconteceu. Muito menos dos conhecimentos clinicos que as senhoras têem, mesmo assim, continuo pensando que a tolerância delas foi extremamente excessiva. "Infelizmente nesse aspecto não concordo consigo, caro Saiete. Na consulta de ginecologia, muito acontece. Como acha que se faz, por exemplo, a despistagem do cancro da mama? Primeiro por apalpaçao dos seios!"

Nem que fosse uma consulta "ginecologica", custa-me aceitar que o enfermeiro começa a apalpar nos pacientes sem lhes dirigir uma palavra apenas. "Pois, foi dirigindo palavras que elas se deram conta das intençoes do fajudo! Quando ele as perguntou (cada uma a sua vez) se estavam a excitar-se pelos actos dele. Alias, foi dai que se deram conta de que estavam a ser aproveitadas!"

Pior ainda, a primeira paciente, a segunda e a terceira não reagiram logo até que o violador desbravasse a quarta senhora. "Humm, discordo da forma como o amigo interpreta os factos. Cada uma entra a sua vez e nao é habitual que uma reporte os actos medicos as outras. Mas justamente por ter sido algo anormal, elas ter-se-ao encontrado e tomado a decisao de o denunciar no guichet da farmacia!"

Que temiam elas? "Se temessem algo, de certeza que não teriam feito o que fizeram."

Perante tamanha barbaridade, podiam as primeira, eventualmente,não ter tido coragem de contactar a TV como forma de se auto preservarem mas poderiam ter alertado a direcção da unidade sanitária ou no mínimo aos outros doentes que estavam na bicha? Nem isso fizeram, até que o violador conseguisse a quarta? Acho que há penumbras! "Concordo consigo, realmente ha penumbras!"

"PS: Desculpem-me, sinto que vou em defesa das mulheres mas com isso nao quero negar, de forma alguma, que elas tenhas a sua quota parte de culpa nesse caso."

Jorge Saiete disse...

abraço, caros amigos, bayano, matine e ximbitane.
andei fora de Maputo e nao pude debater convosco, mas já to de volta. muito obrigado pelas vossas visitas

Jonathan McCharty disse...

O hospital continua a ser um lugar "temido" pela populacao comum e os funcionarios la' afectos (mesmo os serventes, que muitas das vezes tem mais poder que os medicos) sao tomados como "autoridade"!
Este facto reportado, pode muito bem, ocorrer na maior "leveza"! Agora, quando se trata das suas "partes sagradas" (seu corpo,em geral), nao precisa de ter algum diploma universitario para perceber algum excesso ou anormalidade! E' bastante positivo q estas senhoras se tenham libertado das amarras sociais "politicamente correctas" e tenham posto a boca no trombone, para reportar tao delicado assunto!