terça-feira, 10 de março de 2009

Nkobe-Mimmos-Vilankulos

Senhoras e Senhoras sejam bem vindos ao Q400 que parte de Nkobe com destino a Vilankulos e com uma paragem de sensivelmente 2 horas no Mimmos. Para cumprirmos com as normas de aviação civil, todos telemóveis devem ser desligados neste momento, cadeiras endireitadas e cintos de segurança apertados, heheheh. Meus caros, as últimas 3 semanas foram extremamente pesadas para mim e é por isso que não consegui marcar presença na blogsfera, tudo porque tinha uma viagem de trabalho a Vilankulos e no meio dos preparativos tive uma pausa para me fazer presente no Mimmos. É que no Mimmos esteve reunida a comissão política da blogsfera moçambicana e eu como membro da mesma não podia faltar. Não vou relatar o evento do Mimmos porque os nossos relatores,Mutisse, Nyikiwa e Shir o fizeram em tempo oportuno mas devo dizer que foi uma tarde inesquecível. Foi bom partilhar a mesma mesa com blogers que a bastante tempo com eles interagia, caso do Duma, Amosse Macamo, Yndongah, Chacate, Xim, os 3 relatores acima referenciados para além do vertical editor do picante Escorpião. depois do Mimmos parti com destino a Vilankulos, um distrito com um potencial para crescer e ser grande mas que as várias pragas o tramam. Vilankulos tem dos mais graves problemas de fornecimento de energia eléctrica que se podia imaginar neste país, tem ainda o problema da violação brutal da lei laboral deste país, no que a contratação da mão-de-obra estrangeira diz respeito. É muito normal encontrar estrangeiros a trabalharem como garsons, vendedores e recepcionistas enquanto os nacionais sucumbem no desemprego. Mas o mais grave dos problemas que Vilankulos tem está relacionado com venda da terra. Por lá vende-se tudo que é pedaço de terra aliás alguém bem informado me disse que todos terrenos junto a costa, a partir de Vilankulos a Inhassoro já foram vendidos e isso já está a criar conflitos entre as populações e os novos senhores de terras. O que acontece é que os senhores feudais logo que compram as terras tratam de vedá-las e nesse processo acabam fechando os acessos que as comunidades usam para chegar a praia donde durante séculos tiram o seu sustento. E isto gera conflitos que acabam afectando o processo do desenvolvimento daquele distrito e por isso proponho-me a analisar proximamente com alguma profundidade o assunto, na série transformação de conflitos.

1 comentário:

Chacate Joaquim disse...

Saiete, quem compra terra aquem? o estrangeiro? é que se for assim mais e menos dias os moçambicanos vão precisarem de uma segunda nacionalização para além de o próprio estrangeiro estar a ser burlado porque a lei de terra diz que a mesma é do estado e não se vende. quanto a essa de verdar acessos tenho acompanhado que está associado ao racismo. há uma parte que falas da violação da lei nº 23/2007 a helena taipo e o Sumbane devem olharem bem para esse assunto porque não vale nada aumentarmos o nível de investimento estrangeiro quando o mesmo não nos beneficia em nada porque para já nem impostos pagam como forma de promover o famoso investimento externo. abraços