quarta-feira, 11 de março de 2009

MDM é fantochada?

Fiquei a saber hoje que o presidente do MDM, o engenheiro Daviz Simango terá um almoço, no final de semana, em Portugal com alguns dos seus apoiantes, no inicio de um périplo por alguns países do velho continente. Não tenho nada contra o almoço mas sim com o local. Porque é que Daviz corre para Europa? Que tem ele lá? Porque é que não visita províncias, distritos e povoações deste Moçambique e apresentar o seu partido ao nacionais e conquistar apoios internos? Porque Europa primeiro? Alguns me vão chamar nomes, mas eu desconfio tanto deste primeiro sinal do MDM, associado a presença massiva de representantes das diplomacias Europeias, do MDC (Zimbabwe) e do PSD (Portugal) no lançamento do partido. Não será este MDM mais um satélite de alguém escondido na Europa, como o são tantos partidos Africanos? Lembro-me de ter cruzado neste mundo com muitos pseu-moçambicanos que imbuídos de espírito colonialista fugiram o país no momento da revolução, numa altura em que este país deles tanto precisava. Fugiram e a partir de fora apoiaram a Renamo esperançados na derrocada na revolução moçambicana. Não serão estes que frustrados com “o Obama de Moçambique” viram as suas torneiras de ovos de ouro ao Daviz e sua companhia? Outros que com eles cruzei e que se chamam moçambicanos, nada têm a ver com este país, uma vez serem descendentes de colonos e que se acham prejudicados com as nacionalizações e sonham constantemente com alguém que lhes irá devolver patrimónios erguidos com força escrava dos nossos antepassados. É destes que Daviz vai a procura? Até prova em contrario, eu desconfio deste MDM.

39 comentários:

JOSÉ disse...

Amigo Jorge, é legítimo questionar certas situações mas a desconfiança tem de ser baseada em factos sólidos.
Vamos por partes:

1 - Não se trata de "Europa primeiro", a formação do MDM teve origem na auscultação directa feita ao Povo moçambicano. Activistas do MDM percorreram as províncias, distritos e povoações, apresentando o seu Projecto num processo que durou meses e envolveu muitas pessoas. O MDM está a implantar-se em todo o País e o Povo já o conhece!

2 - Depois de se apresentar ao Povo moçambicano, é lógico que o MDM pretenda apresentar-se à comunidade ointernacional e a Europa é um centro político muito importante.

3 - O almoço em Oeiras conta com a organização e presença de muitos cidadãos de origem moçambicana, que muito têm contribuído para a divulgação de Moçambique.

4 - As Embaixadas e Partidos foram convidados, uns foram e outros declinaram o convite. Sabes que a Frelimo e a Renamo também foram convidadas mas não se dignaram em mandar uma representação oficial à Conferencia Constitutiva do MDM? Não questionas essa atitude?

5 - Eu não posso falar em nome dos colonos, nada tenho a ver com o colonialismo, mas acompanhei os acontecimentos em Moçambique pós Acordos de Lusaka. Ao contrário do que muitos afirmam, esses tais colonos, muitos nascidos em Moçambique, teriam permanecido se a Frelimo tivesse criado condições para isso, acabaram por abandonar porque não acreditavam na Frelimo, foram insultados e perseguidos. Estou a falar da maioria, claro que muitos não teriam lugar num Moçambique independente. Aqui entre nós, as nacionalizações foram um roubo que não beneficiou todo o Povo moçambicano.

6 - Na verade, há muitos pseudo-moçambicanos espalhados por todo o mundo, mas eu também os encontro quando estou em Maputo, aparentemente bons moçambicanos mas que pouco ou nada têm a ver com o País.

Jorge, até prova em contrário, eu confio mesmo neste MDM!

Abraço forte!

SHIRANGANO disse...

Eu ca tambem tenho as minhas duvidas desde o momento eh que houve pressão para que Daviz formasse esse partido. E este primeiro sinal do MDM vem apenas para reforçar as minhas suspeitas.
Essa coisa de ter aliado europeu eh um problema de todos os partidos da oposição, rebeldes, etc, em Africa. Se formos a olhar para para os conflitos pos-independencia podemos constatar que ha duas mãos de alguns paises europeus que de certa maneira tiram beneficios com a instabilidade de alguns paises africanos. Nao tenho nada contra os europeus, mas que devemos abrir olhos quanto aos seus apoios a partidos politicos, ai sim tem coisa.

Chacate Joaquim disse...

Jorge Saiete, qual é o partido moçambicano que não partiu de fora do país? eu pessoalmente não vejo mal nisso! agora, o Daviz Simango deve saber que são poucos que te emprestão sem querer reembolso. por exemplo há muito que se falou de Obama mas os últimos discursos dele mostram que ele é mesmo Americano é preocupação dele a manutenção da hegemonia americana no mundo!

Anónimo disse...

Meu amigo Saiete.

Nao tenho um conceito acabado sobre o que e democracia, mas o que eu sei e que e um processo onde os cidadaos sao livres de expressar seus sentimentos onde quer que seja, para dizer que e logico que tenha esse posicionamento sobre o MDM visto que estamos num pais democratico onde cada um faz o seu juizo sobre os acontecimentos do dia a dia.

Mocambique e um pais pobre e para a concretizacao dos seus planos e projectos depende fundamentalmente de ajudas externas e em grande medida de ajudas dos paises do velho Continente "Europa".

Muitos desses projectos sao bem desenhados e bem aplaudidos por aqueles que apoiam as ideias ricas que o projecto contem. pelo contrario os mesmos projectos nao chegam a ser concretizados por falta de financiamento.

Um partido nao passa de um mero projecto onde se identifica o problema e se estrategias de accao face ao problema.

O MDM esta ja lancada, mas nao e fonte de rendimento que de hoje pra amanha possa gerar fundos que possibilitem a materializacao dos objectivos pelos quais este foi criado.

Daviz Simango para ir as bases precisa de fundos e nao se esqueca do segundo paragrafo sobre como mocambique consegue concretizar seus projectos. O Daviz e mocambicano e nao podia fugir a regra. e minha opiniao.

ESPEREMOS PRA VER.

Horacio Zunguza

Jorge Saiete disse...

amigo José, thanks pela visita. permita que descorde em alguns pontos.
Que povo é esse que conhece o MDM? Quem já foi a Mapulanguene, a Mapai, a Mapinhane, Caia, Guru, Metuge, Mavago e outros cantos de Moçambique falar do MDM? O MDM até onde sei é um partido conhecido por formadores de opinião concentrados nas grandes cidades e que nunca pensaram em abandonar o conforto do ar-condicionado para se sujeitar ao calor e poeira de Changara, Cuamba ou Gilé para falar com povo.

As nacionalizações tiveram alguns contra-tempos e que urge corrigi-los mas houve muita coisa boa no processo e que Moçambique agradece até hoje. é que se essa decisão não tivesse sido tomada, todo o patrimínio nacional estaria até hoje nas mãos de ex-colonos camuflados de moçambicanos e o povo nunca teria experimentado viver em um predio, ter acesso a terra para agricultura (ja que todas terras ferteis tinham sido distribuidas pelo Salazar aos seus conterrâneos). E sem as nacionalizações estariamos a experimentar o fenómeno dos sem terra (como acontece no brasil) para além de conflitos igualzinhos aos que assistimo no Zimbabwe (em que todos sabemos que sao alimentados por ex-colonos que usam Tsvangirai como advogado dos seus incofessaveis interesses). abraço irmão

Jorge Saiete disse...

Shir meu cimpanheiro. subscrevo totalmente o que dizes e há que sermos vigilantes porque o neocolonialismo tende a tomar várias facetas para nos apanhar dstraidos. vigilancia companheiros...
abraço

Reflectindo disse...

Caro Jorge, não sei porque colocaste logo que haviam de te chamar nomes. Hehehehehe. Esta é área que tu meu irmão bem conheces.

Quanto ao almoco, bem sabia que haveria de se questionar embora eu esperacasse que viesse depois de bem reflectido. Bem reflectido, partir-se-ia do que a própria Frelimo faz na em Portugal e na Europa. Eneas Comiche teve almoço em Portugal em 2003 quando era para ser eleito para edil de Maputo. Chissano, Marcelino dos Santos, Guebuza tornaram-se doutores honoris em Portugal.

O amigo sabe muito bem do trabalho e resultado do trabalho feito nas províncias, tal como o José disse. O amigo sabe muito bem, atravez de tudo que foi escrito na imprensa que todos os distritos foram representados e para tal houve trabalho.

O amigo não vai me dizer que não entende porque os diplomatas foram convidados à Conferência Constituinte. E acho que não tens certeza se alguns diplomatas africanos não foram à conferência por não terem sido convidados. Tenho certeza também que o Jorge sabe que mesmo no congresso da Frelimo em Quelimane foram diplomatas e representantes europeus. Houve problemas? MDC foi convidado como a Frelimo foi convidada, problema?

Será que podes dizer qual é o partido em Moçambique que não tenham relação com partidos europeus e a Europa? Será que queres dizer que no Congresso da Frelimo não estavam lá europeus?

Não estou certo que te entendi na tua expressão sobre Pseudo-Moçambicanos.

Jorge Saiete disse...

Chacate meu caro,
Há muitos partidos que nasceram aqui e os poucos que nasceram fora ou seja motivados por interesses completamente externos a moçambique, como é caso da Renamo que caiu como satélite do Smith, Bota, Banda e todos aqueles que não nos queriam ver independentes mas sim perpetuos vassalos e escravos seus. Se o que desconfio ser verdadeiro, estaremos perante um MDM que será controlado a remote a partir das grandes capitais ocidentais e donde virão os recursos para as suas actividades políticas.

Jorge Saiete disse...

Zunguza mufowethu,
Se o que dizes ser o que os dirigentes do MDM pensam, então não dscordamos em nada. Mas sim concordamos que teremos mais um partido marioneta do ocidente e que apenas irá fazer o que os ocidentais aplaudirem. Veja que este pensamento (supostamente) do MDM não difere com o do MDC no zimbabwe que sem olhar para as motivações da reforma agraria correu e logo se apresentou como advogado dos britanicos e americanos. pois o pensamento reinantes é que o desenvolvimento de qualquer nação depende do aplauso ocidental.

Quem foi que disse que nós precisamos do peixe na brasa para vivermos. Nós precisamos é de capacidade e ou habilidade de pescar, usando os anzois dsponiveis na nossa terra e não que alguem pesque por nós.
abraço

Chacate Joaquim disse...

É o que tenho defendido Saiete, você, teus filhos e tua esposa devem manter uma ambiente institucional (familiar) que cosntitua amurralha para a penetração do inimigo porque a primeira fragilidade que os moçambicanos encontravam para lutarem contra a oucupação colonial era a não união mesmo tando mesmo objectivo! porém o objectivo comum actual dos moçambicanos é literalmente lutar contra a pobreza aqui o porco torce o rabo porque a riqueza é mal distribuida, a impunidade é reinante, o nepotismo e acorrupção reina no nosso seio, há um grupo de indivíduos que pensão que só eles e seus filhos devem ter previlégios, as progressões na função pública é por lambibotismo etc. aí o inimigo que quer atingir a nossa unidade encontra fendas?

Jorge, como é me explica que D. Simango seja de um outro partido para além da Frente? vai dizer que quer se vingar! porque é que outras pessoas não tiveram essa ideia de se vingarem (ex: Dr. Carlos Tembem) lembras te que ele ia se candidatar como independente? o que a frente fez para reave-lo? porque não fez o mesmo com Daviz? não escancaremos as portas para a entrada do inimigo isso passa por nós mesmos sermos coesos. abraços

Jorge Saiete disse...

Reflectindo meu caro amigo,
Note que não questiono o surgimento do MDM no panorama político Moçambicano, mas sim os interesses dos provaveis financiadores.
Deixe-me dizer que o MDM tem responsabilidades em Moçambique e não na Euripa, é aqui que deve colher os seus apoios, é aqui que deve fazer o seu trabalho de base. O MDM foi constituido "ontem", o Daviz ainda não teve tempo de visitar nenhum ponto deste país mas já salta para as Europas, porquê? o que lá tem?

Concordo que tantos políticos fizeram na Europa o que Daviz fará no sabado mas note que só o fizeram depois de trabalho de base aqui na terra mãe e não priorizaram a Europa nas suas agendas (Mugabe já disse que as pastagens do africano estão aqui e não no ocidente).
Agora, pseudo-moçambicanos são pessoas que usam capa de cidadãos moçambicanos para prosseguirem interesses obscuros e que não são honestamente revelados. Muitos usam partidos políticos para conseguirem os seus intentos incofessaveis, exactamente o que aconteceu com a Renamo.
há tantos outros neste mundo que tentam se fazer passar de moçambicanos quando nada tem a ver com este país.

Reflectindo disse...

Caro Jorge, continuo a ver-te muito agressivo, mas que eu gostaria que no teu esforco de desconfiar o MDM de não ser partido dos mocambicanos me desses um simples exemplo de um partido mocambicano que nao fez uma campanha diplomática e internacional. Qual desses teve sucesso.

Quero conhecer o presidente desse partido que foi para Mapulanguene, a Mapai, a Mapinhane, Caia, Guru, Metuge, Mavago antes de fazer uma viagem para América ou Europa.

Quero reafirmar que inesperadamente o meu amigo Jorge foi muito agressivo neste post. Por outro lado, tenta nos contar histórias duvidosas de 1975 e nos primeiros anos da independência.

Será que estás a apresentar claramente a razão?

Reflectindo disse...

1. Meu irmão Jorge, afinal tens o Mugabe como mestre de África?

2. Acho a expressão pseudo-mocambicano um pouco infeliz e a vir de ti. Parece-me quereres dividir os mocambicanos e quem seriam os da primeira-classe? os que estão em Mocambique? Os que não fugiram as perseguicões políticas?

3. Acho infeliz procurarmos inimigos que amigos; atribuirmos um partido mocambicano a outrem. Atribuirmos a nossa accão a outros. Pelo que sei Daviz só sai para fora depois da fundacão do MDM enquanto os outros partidos bem sucedidos, incluindo a Frelimo percorreram América, Europa, África, Ásia antes da sua fundacão. A história que li diz isso.

4. Não vejo porquê contra Daviz em Lisboa quando outros passaram por lá, falo dos exemplos acima. Em Portugal há muitos mocambicanos e acho esse gesto ser respeito pela diáspora mocambicana. O partido precisa de fazer um desdobramento já e não depois.

5. Não vejo a razão de reaccão contra os convidados para a Conferência Constituinte, porque todo o mocambicano foi convidado e é convidado a ser membro activo.

6. Também vejo-te a ler a história da guerra civil duma forma parcial. Esqueces-te das perseguicões políticas em Mocambique? Do regime instalado em Mocambique em 1975? Sou da opinião que está ferida não precisa de ser aberta e muito menos por causa de Daviz. Paz!

Meu irmão, mesmo o teu trabalho depende de muitos que vão para Europa, América, Japão e não para Nipepe.

Não acho justo criamos PAPÃO onde não é chamado.

Jonathan McCharty disse...

Amigo Saiete!
Num dos teus comentarios falas que nos africanos e' que devemos resolver os nossos problemas, com base no nosso capital humano e recursos naturais! Nao podias estar mais certo!!

Agora, nao percebo porque tanto alarido por causa dessa visita?? Porque Daviz pode eventualmente colher apoios, formar parcerias?? Achas mesmo que isso e' problema?? Eu acho que, pelo contrario, ele esta' a ser visionario e "realista"!! Ele esta' a antecipar-se e a dar passos que revelam como funciona o xadrez no campo da geopolitica!

Se este facto te deixa realmente "outraged", tens que fazer um "post" a questionar a ajuda de mais de 60% ao nosso orcamento geral de estado que os mesmos individuos (nossos "inimigos" e motivo de desconfianca - na tua acepcao) que Deviz vai agora visitar, nos providenciam todos os anos!!

A tua "elaboracao" deve nos fazer perceber como e' que as mesmas pessoas podem ser "bons samaritanos" para uns e "agentes externos, subversivos, atentatorios a integridade nacional e as conquistas revolucionarias" para outros!!

E' fundamental que nos esclarecas que nao estas a incorrer em "doublethink", na percepcao Orwelliana!

Jonathan McCharty disse...

Corrijo ligeiramente:

"Ele esta' a antecipar-se e a dar passos que revelam um profundo entendimento de como funciona o xadrez no campo da geopolitica!"

X!mb!t@nE disse...

Eix, aqui o debate esta quente! Quer-me parecer que o Saiete levantou uma questao que nao foi de todo respondida. A sua preocupação é legitima e deve ser a de muitos moçambicanos, o que nao diminiu em muito a contudencia de alguns pronunciamentos.

Apesar das justificações do José e do Reflectindo, talvez de outros bloggers/comentaristas, nesta postagem, de certa forma também me sinto defraudada por este "almoço" e indago-me: porque não comer nkarakata com as massas? Porque fazer como os outros fizeram (fazendo uso das palavras do Reflectindo)? Se é Mudança, que seja a todos os niveis!

Reconheço que ha moçambicanos na diaspora que muito se batem por este Moçambique mas, meus caros, voto é de "Mapulanguene, Mapai, Mapinhane, Caia, Guru, Metuge, Mavago"... e não ha dinheiro que o compre. O primeiro almoço, acompanhado de um agradecimento, devia ser ca!

PS: E que nao se esqueçam das obrigaçoes para com o eleitorado que em 19 de Novembro fez a mudança!!!

Jorge Saiete disse...

Chacate meu caro, concordo com o que dizes sobretudo no referente a forma como a renda nacional é dstribuida entre nós. acho que há uma gritante batota e ai estamos juntos e acho ser mosso dever combater isso.

o que digo em relação a daviz são hipoteses que coloco tendo em conta uma série de aspectos e a experiencia de políticos em africa e em moçambique.

apenas isso.
abraço

Jorge Saiete disse...

Reflectindo meu irmão,
perdoe se estiver a ser agressivo, não é essa a intenção. o que na verdade questiono é a corrida para um almoço na europa e não em moçambique primeiro. só isso, o resto é acessorio.

meu irmão, eu não pretendo dividir moçambicanos pois conheço os riscos disso, apenas disse e reafirmo que há gente que usa a capa de moçambicanos de uma forma desonesta para tirar dividendos obscuros.

Agora, não vejo Mugabe como mestre nenhum, apenas alinho com ele na questão da terra embora dscorde na forma como o processo foi cinduzido. abraço

Reflectindo disse...

Cara Ximbitane, se qualquer mudanca for para tirar tudo mesmo que melhor e colocar coisas novas, entao não vamos para lado nenhum. É isso que tentamos neste Mocambique e deu o deu e como deu.

Continuo a dizer que não há um líder político que não dê prioridade à diplomacia e neste momento honra-me pela sua prioridade em comunicar-se com a diáspora mocambicana.

Propor que Daviz deve ir primeiro a Nangade, Nipepe para depois avancar com a diplomacia, é querer ver o MDM ao nível do partido mocambicano que não conheco o nome. Mas ao mesmo tempo não estou a dizer que temos quer ter um presidente dum partido que não conhece as bases. Este momento é mesmo para correr e desdobrar. É isso que espero que os delegados à conferência estão a fazer. E por outro lado, Daviz tem o Município da Beira e pelo que sei é gemeiado ao do Porto.

Essa karakata ele há-de vir comer ou já está comendo até que ele parta para Europa.

Reflectindo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Reflectindo disse...

Meu irmão Jorge, não há de quê, porque eu entendi que essa não era a intencão. Mas tinha que ser-lhe honesto porque os mal-intencionados podiam te utilizar.

Fiquemos com atencão que contra MDM haverão muitos discursos racistas, regionalistas, tribalistas e tudo. Deves ter notado a provacão de Nuno Amorim lá no Reflectindo e Diário de um sociólogo.

Indo à viagem de Daviz à Europa eu insisto que é a mais valia pois o MDM tem que constar no mapa político mundial. O joven não vai vender não o país, mas a imagem do país.

Um grande abraco

Anónimo disse...

Acho o titulo um tanto infeliz ou insultuoso. Os outros comentaristas ja esgotaram o que eu queria dizer, especialmente o Srs. Reflectindo e Jose. No entanto, acho que devemos de dar tempo ao MDM, que é um partido onde os interesses do povo estao acima dos do seu lider, para provar-se a si mesmo, que ira lutar por um Mocambique mais democratico e justo, onde havera lugar para todos, onde todos terao os mesmos direitos, independentemente da sua afiliacao partidaria, onde iremos juntos combater o flagelo da corrupcao e, deste modo, trabalhar pelo progresso e desenvolvimento de um Mocambique mais livre e democratico. Maria Helena

Jorge Saiete disse...

meu caro irmão, como vai?

a uma dada altura escreves "Se este facto te deixa realmente "outraged", tens que fazer um "post" a questionar a ajuda de mais de 60% ao nosso orcamento geral de estado que os mesmos individuos (nossos "inimigos" e motivo de desconfianca - na tua acepcao) que Deviz vai agora visitar, nos providenciam todos os anos"

Eu acho que estariamos a ir muito longe se tentarmos colocar partidos politicos no mesmo patamar em que Estados se encontram. Não acredito numa comparação util entre o OGE e o orçamento de um MDM, duma Frelimo, Renamo por ai fora. Aliás, o meu irmão deve saber e conhecer milhares de estorias de partidos "beatas" que foram criados neste mundo para acomodar e ou representar interesses doutros países ou grupos de pessoas noutros paises. Certamente deve conhecer também estorias de partidos que surgem e suportados financeiramente por gente acomodada noutros paises e que o fazem como forma de realizar suas ambições dsconhecidas publicamente.

Agora, eu nunca disse que era o caso do MDM mas apenas coloquei hipoteses. Acha isso mau? Acha futil colocar hipoteses?

Não algememos os cerebros.
abraços

Jorge Saiete disse...

Xim minha querida amiga,
Concordo plenamente com o que escreveste. na verdade algumas pesoas não entendeream as minhas intenções, mas isso é normal entre humanos " cada qual vê o gato quer quer ver" hehehe

Jorge Saiete disse...

Maria Helena, bem vinda a esta casa. Infelismente tenho que dscoredar contigo, quanto ao insulto no título. pareceu-me que o teu comentário é um apelo a prisão de cerebros. pareceu-me que para ti é pecado questionar. sugiro-te a voltar a ler o titulo e certamente notará que se trata de um questionamento e não afirmação. estamos juntos and God bless.

JOSÉ disse...

O almoço em Oeiras tem origem no desejo de Daviz Simango em estar com moçambicanos e acontece à margem de outras actividades agendadas. Por exemplo, sei que Simango estará com empresários interessados em investir em Moçambique e possivelmente também estará com representantes da comunicação social, acho tudo isto muito positivo.
A Diaspora tem sido ignorada e o MDM pretende remediar essa injustiça. Os moçambicanos estão na Diaspora por motivos economicos, profissionais ou politicos, e não é por isso que são mais ou menos moçambicanos. Qualquer tentativa para dividir os moçambicanos não será tolerada.
Se receamos a tal mão externa, o neocolonialismo, os fantoches, etc., então devemos ser coerentes e questionar toda a ajuda a Moçambique. Também podem interpelar a propósito de situações estranhas protagonizadas por estrangeiros com a cumplicidade dos governantes.
O argumento de que Daviz Simango devia primeiro comemorar dentro de Moçambique não tem peso, ele é filho do Povo, e vive, convive e comemora com o Povo diariamente. O Povo já comemorou com Daviz o nascimento do MDM e ele está sempre com o Povo.
Por vezes interrogo-me se todas as celeumas à volta do MDC não têm a ver com alguma falta de cultura democrática. Em democracia, quando um Presidente ou Governo é eleito, a sociedade e a comunicação social dão um certo tempo para os eleitos mostrarem trabalho antes de serem criticados. Tenho reparado que muitas críticas dirigidas ao MDM são fruto de juízos precipitados. O MDM (ainda) não é Governo mas porque não lhe damos o benefício da dúvida e deixamos que mostre trabalho? Moçambique agradece!
Abraços!

Jorge Saiete disse...

Reflectindo meu mano,
estamos juntos, lembre que apenas me questionei e as afirmações que fiz são baseaadas em vivencias e nunca afirmei que era o caso de apoiantes do MDM na Europa, disse sim que há muitos que usam a moçambicanidade para ilicitamente tirar loiros deste país. abraço

Jonathan McCharty disse...

Mano Saiete,

Foi ciente das "diferencas" existentes (que apontas) entre partidos e Estados que referi no meu anterior comentario que "Deviz estava a antecipar-se"! Os "governos" sao na realidade, dirigidos por "partidos"!! Fazer-se conhecer, criar parcerias, mesmo antes de se chegar ao "governo", e' um exercicio que nao pode ser considerado "futil"!!

Essa visao cosmopolita e' necessaria, para um partido que se pretende serio! O "proteccionismo" que augouramos aos nossos recursos, conquistas revolucionarias, interesses nacionais, etc, nao e' posto em perigo pelo simples facto de entrarmos em contacto com aqueles que julgamos ter mas intencoes ou ser nossos inimigos!! O que a gente poe na mesa, os nossos ganhos e as nossas concessoes e' que sao importantes! Liderancas fortes e pragmaticas nao se devem imiscuir do dialogo e da diplomacia.

Amigo Saiete, as tuas preocupacoes sao legitimas, mas o modo como as expuseste pode dar a impressao que consideres por exemplo que os "brancos" querem ver a destruicao do nosso pais, que os mocambicanos "nao-negros" sao menos Mocambicanos!! O teu discurso aponta fortemente para isso!!

Concordo que "nao devemos algemar cerebros", mas a tua alusao ao MDC da a entender que nao acreditas muito no que estas a dizer!! Que o direito a indignacao do povo Zimbabweno esgotou-se com a sua independencia, que nao concordar com a politica governamental so pode ser resultado da manipulacao do ocidente, que controlo o partido a remoto-controlo. Nao estaras a algemar os cerebros Zimbabweanos, com o teu comentario!!

Um abraco e relaxa, amigo Saiete!! O debate de ideias e' isto que estamos a ter aqui e o nosso pais precisa disso permanentemente! Bom dia de trabalho!

X!mb!t@nE disse...

Reflectindo, lamento discordar consigo. Se entendi o conceito de base, refere-se ao povo aquele que nem escolarizado é. Se assim é, deve-se acarinhar estes mesmos e não correr para comer bifes e depois chegar na casa da base dizendo "estou saciado".

Esta visão, tive em conversa com guardas e empregadas domesticas da minha zona que por força de servirem refeiçoes aos patroes ouvem/veem e ouvem falar do almoço em Portugal!

Mas, bom, voces melhor do que ninguém sabem o que é melhor para o partido que o eleitor so ganha espaço nas fronteiras das eleiçoes...

X!mb!t@nE disse...

"O argumento de que Daviz Simango devia primeiro comemorar dentro de Moçambique não tem peso, ele é filho do Povo, e vive, convive e comemora com o Povo diariamente. O Povo já comemorou com Daviz o nascimento do MDM e ele está sempre com o Povo."

Amigo José, você esta coberto de razão. Mas, na mente deste povo, "quem vai as minas, iludido pela poeira de oiro que o cobre, não raras vezes pensa que ele proprio é oiro"!

Nelson disse...

Eu cheguei tarde ao debate quando muito ja foi dito, por isso so me resta questionar. Sera que enquanto Deviz Leva o MDM a Europa os membro do conselho Nacional e os restantes delegados a Assembleia Constitutiva que por sinal representavam todos os cantos desse grande Mocambique nao devem nesse momento estar a levar o MDM "a Mapulanguene, a Mapai, a Mapinhane, Caia, Guru, Metuge, Mavago e outros cantos de Moçambique"?

Reflectindo disse...

Bem resumido Nelson ao que sempre eu quis dizer. Se até aí ninguém quiser perceber, dando resposta à tua pergunta, estamos perante o tema da série que o meu irmão Saiete está a escrever, ainda a meu pedido. A causa principais do contra o périplo de Daviz a Europa não está sendo trazido ao debate.

JOSÉ disse...

Estimada Ximbi, penso que a publicação da agenda da viagem do MDM não deixa dúvidas, este é um projecto sério e algumas das insinuações são descabidas.
O meu apelo vai no sentido que se deve dar oportunidade ao MDM para se afirmar em todas as frentes e que evitemos juízos precipitados.
Daviz Simango afirmou no passado domingo:

TUDO POR MOÇAMBIQUE, NADA CONTRA A HUMANIDADE! MOÇAMBIQUE PARA TODOS É POSSÍVEL, MAS DEPENDE DE CADA UM E DE TODOS MOÇAMBICANOS.

Beijinhos,

X!mb!t@nE disse...

Tudo bem, amigo Zé! Cumpram a vossa agenda que sejam bem sucedidos

Anónimo disse...

O MDM vai ter que enfrentar muitos destes discursos ultra-nacionalistas, uma espécie de negritude fingida, que se mostra nervosa logo que algum moçambicano mostra alguma capacidade para apresentar aos parceiros de Moçambique, uma alternativa de governação, diferente e mais construtiva do que a que tem sido implementada pela Frelimo e a Renamo.

Não há dúvida que a Frenamo proporciona um regime maravilhoso para os beneficiários das nacionalizações. Tal como no início dos anos 60, quando a FRELIMO foi criada, também nessa altura surgiram moçambicanos inquietos com o surgimento de uma Frente que queria lutar para independência.

Pelo seu discurso, Jorge Saiete acha que Moçambique está numa boa, está bestial. E não está? Claro que está numa grande boa para os que, em nome do Povo, nacionalizaram a pouca riqueza produtiva que existia em 1975, e ao fim de uma década, a desnacionalizaram entre eles próprios e os que os apoiavam.

Se o MDM seguisse uma lógica igual à de Jorge Saiete (espero que não!), a mesma lógica nacionalista mesquinha, o que merecia é que re-nacionalizasse novamente a riqueza; renacionalizasse a pouca riqueza que entretanto foi criada, e a distribuíssem entre os seus membros e seus apoiantes. Não é esta a sua lógica, Sr. Saiete? Ou essa lógica só é boa para os ditos colonos?

A Frelimo de Machel nacionalizou tudo, não só a terra e os prédios dos colonos, mas as palhotas e a pouca riqueza dos próprios moçambicanos. Nesse aspecto, Samora não foi nada discriminador. Mas pelo teor do discurso de Saiete as nacionalizações foram bestiais, fizeram justiça às injustiças do passado, só que deviam ter parado nos colonos. Não é isso? Será este sentido dos “alguns contra-tempos” e outras afirmações de faze?

Espero que o MDM não enverede pela lógica nacionalista regressiva de Saiete. Pelo discurso de Simango, no encerramento da Assembleia Constitutiva, é animador que ele não alimente esse tipo de complexos de inferioridade e ressentimentos.

Mas ao ler a reflexão de Saiete, o que pessoas como ele mereciam era que um novo partido fizesse o mesmo ao património nacional (o dele inclusive!) que ele acha bom que tenha sido feito aos que chama colonos. Só que ele desconhece a história. Desconhece, ou finge esquecer que muitos dos pais de alguns dos dirigentes actuais eram alguns dos chamados colonos (negros, não brancos) que já tinham privilégios no tempo colonial. O Coluna, que naquela altura era um assimilado, vive hoje quase na miséria, por causa das nacionalizações. O Eusébio só não está na mesma miséria porque foi esperto ao ficar-se por Lisboa, e deixar-se apadrinhar pelo Benfica, em vez de vir para cá feito patriota, enquanto os políticos gozariam com ele.
Aquele paternalismo à retardada que Samora, mais tarde exibiu, com enorme demagogia, para com Eusébio e Coluna, não esconde a vergonha e o impacto destrutivo das nacionalizações.

Tanto quanto sei, Deviz Simango é o primeiro dirigente político que, num dos seus primeiros discursos públicos sobre uma nova visão do Moçambique para Todos, reconheceu o contributo de Eusébio e Coluna. É bom ler bem o discurso de Simango de 7.03.2009!

Os outros políticos, reconheceram os feitos de Coluna, Eusébio, Craveirinha e muitos outros, depois de os porem na miséria. Ou não foi isto o que fez Samora com Coluna e Eusébio? Depois de por o País de tanga, Samora não foi a Portugal convidar os ditos colonos a reinvestirem em Moçambique?

Moçambique nunca terra paz séria e duradoira enquanto existirem pessoas, como os Saietes, que acham bem apoderar-se dos bens privados, mas que paralelamente vivem como chulos à custa do dinheiro que vão pedir aos Europeus, em nome da pobreza do povo. O MDM deve mostrar que existe alternativa à política chula da Frelimo.

Jorge Saiete deve ser um dos beneficiários das nacionalizações; um dos que conquistaram uma casa à custa da redistribuição de riqueza que existia aquando da independência. Agora, ao ver Deviz contactar os mesmos Europeus que sustentam o OE de Moçambique, não admira que levante suspeitas sobre as suas intenções e alianças com os saudosistas coloniais.

A Mozal em Moçambique é neocolonialismo? Os 60% a que Jonathan faz referência (será mesmo só 60%?) do dinheiro dos contribuintes dos países ricos para o OE já não é neocolonialismo? Porque é o Saiete não faz um partido com os Marcelinos dos Santos, os defensores do “contar com as nossas próprias forças”, à custa da colecta de impostos colectados nos distritos de Mapulanguene, a Mapai, a Mapinhane, Caia, Guru, Metuge, Mavago?

Não vale a pena repetir o que os demais contribuintes já disseram. Mas vale a pena denunciar esta verborreia discursiva, este discurso de negritude medíocre e de nacionalismo mentiroso, feito mais-moçambicano do que o patriotismo dos demais moçambicanos.

Sem dúvida! O MDM vai ter um grande desafio a enfrente, mas oxalá que o seu sucesso não dependa de pessoas como Jorge Saiete.

Jorge Saiete disse...

Normalmente não comento o que " os anínimos" dizem, porque o anonimato em sim mostra a cobardia dsfarçada. das proximas vezes identifique-se e páre de ser cobarde. boa sorte and God bless

Júlio S. disse...

Jorge, sempre que entro num debate sobre o MDM repito sempre que o desafio deste deve ser ultrapassar as fronteiras das grandes cidades, penetrar nos meios rurais e recolher admiração e respeito dos grupos sem escolarização, internet, tv que constituem a maioria do povo moçambicano.

Quando é que isso deve ser feito? Qual é o papel do líder? Isso o MDM soberanamente definirá, como definiu que o líder devia ir a Portugal antes de tentar conquistar a admiração das gentes de Manjacaze (minha terra).

que significado tem essa viagem a Portugal? Não quero ver outro que não seja buscar apoios da comunidade moçambicana residente em Portugal, estreitar parcerias e buscar fundos (possivelmente) que sustentem a empreitada que é manter um partido vivo. O meu problema com esta viagem, é que para aquilo que penso que devia ser, o MDM e o seu líder estão a ir no sentido contrário; continuamos a apostar tudo nas elites urbanas e escolarizadas a despeito de um maior investimento no PAÍS REAL: lá onde se ganham eleições.

Continua a ser um desafio ver o Daviz juntar, como o faz na Beira, milhares de pessoas em Mapulanguene, Govuro, Manjacaze etc. Mas mesmo na decisão de ir primeiro a Portugal e não ao País real, conhecer as pessoas, os seus problemas (não podemos pensar que conhecemos os problemas de todo o povo; cada zona tem as suas especificidades) o Daviz e o MDM são soberanos.

Sobre a presença de outros partidos e do corpo diplomático, acho que é normal. O MDM precisa se firmar internamente e na arena internacional. O MDM, dentro dos grandes blocos ideológicos que existem precisa DIZER PRESENTE.

Da mesma forma que a FRELIMO pertence à Internacional Socialista, a Renamo a qualquer coisa de Democracia Cristã, o MDM precisa se firmar. Dizer presente e fazer-se presente perante esses grupos. Daí não estranhar a presença de MDC, ou PSD. O problema aqui, como na questão anterior, é, provavelmente e no meu caso, não ter ainda percebido o que é que faria o MDM se aliar a um ou putro bloco pois isso, ainda não está claro, existindo ainda um entusiasmo em torno de uma força nova que representa esperança para muitos mas que precisa ainda deciminar a sua ideologia para que mais facilmente seja percebido.

Quanto aos pseudo-moçambicanos, estes existem não apenas LÁ FORA. Temo-los aos montes aqui dentro e na blogosfera. Portanto, temos que ser mais cautelosos não com o que pode vir de fora, mas com o que, principalmente, pode vir das mentes de alguns pseudo-compatriotas.

Há muita gente na diáspora que dá o litro trabalhando e investindo seu dinheiro aqui em Moçambique para o benefício do país que arrecada impostos que financiam as suas actividades. O Daviz deve saber captar esses e dizer que ele pode ser uma esperança de uma política económica melhor bla bla bla. Issso implica estar perto deles.

A questão é o timing desta viagem apenas. A sua definição é e será sempre uma decisão soberana do MDM.

Mutisse

Jorge Saiete disse...

mutisse, bem vindo.
concordo com o que escreveste pois o meu problema está no timing da viagem e nos pseudo-moçambicanos que existem em quantidades industriais e que podem tentar instrumentalizar o Daviz

Zé Paulo disse...

Meio atrasado, mas ainda com a vontade de dizer que foi um dos melhores debates que li sobre o tema da viagem a Lisboa do Dr. Simango.
E colocando a minha colherada, se a minha preocupação não fica na viagem ao exterior e nem bem no "timing" dela, me impressionou o formato da chamada aos participantes ao dito almoço, via blog´s e sites, em tom extremamente provinciano, e depois uma parte dos presentes com um perfil de saudosistas que assusta.
Nisso, o MDM há que ter cuidado para não marcar a sua instituição de forma negativa.
Aproveitando, que má onda essa de se ver por aí alguns blogs, que como tal devem ter uma postura imparcial, com "selos" com dizeres de "Eu apoio Daviz Simango".
Que tenham selos de apoio à democracia, à honestidade de principios e ética, e que dessa forma se comportem.

Assino eu, um natural de Moçambique, saído desse que considero o meu país, mas antes de tudo um cidadão do mundo.

Zé Paulo