quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A ceu aberto

Já que se fala de cólera em todos cantos, decide publicar uma foto que tirei numa das cidades do nosso Moçambique. Esta foto diz tudo sobre como (mal)tratamos os nossos tachos. Acabemos com este tipo de talhos, please!!!

11 comentários:

Júlio Mutisse disse...

O Município de Maputo, até onde sei, tem em perspectiva medidas tendentes a banir esta forma de exposição de carnes nos mercados nacionais. Espero que funcionem...

amosse macamo disse...

Quem mais do que ninguém pode banir estas praticas somos nós; os compradores, somo nós que devemos que tal, atenta contra a nossa já precária saúde e olhe, para isso não precisamos que o Estado/poder local nos diga.
Mas, que dizer do chefe de família, que sai de casa sem um tostão para deixar e que, quando volta já com algum, mercado formal já está encerrado?

Jorge Saiete disse...

Wuyane Mutisse, u kalili ngupfu. olha, espero que o municipio consiga vencer essa batalha. o que sei é que será muito dficil.

Jorge Saiete disse...

Macamo, concordo plenamente contigo. O complicado é que no "nós" estão milhares de "eu" e é ai onde a coisa fica complicada porque nem todos aceitam que é importante banirmos esses talhos, uns por ignorancia mas outros porque ganham pela sua existencia.
abraço meu irmao

Anónimo disse...

Ya, concordo plenamente com seu comentario Saiete.
Este e um dos casos, se um dia tivesse a oportunidade de visitar alguns mercados como: chiquelene e chipamanine concretamente no sector de venda de verduras e outros comeretes, seguramente que teria que mais dessepcionado ficaria. mas e assim a vida, mesmo aqueles q achamos q tem o direito e poderes mandar d banir esta pratica talves sao os primeiros a recorrer tais sitios para obter uns quantos kilinhos de carne.

Abraco Makweru
Horacio Zunguza

Bayano Valy disse...

caro saiete,
concordo com o amosse. nós é que somos quem deve acabar com isso. enquanto não tomarmos consciência de que algumas práticas não são salutares, isso vai continuar assim. alguém já viu aquelas senhoras que ficam a vender carne no ponto final em competição com a kfc?
até que ponto a condição social do indivíduo determina o que deve comer? será que é a condição social que assim o determina ou a condição mental?

Júlio S. disse...

Amosse & Bayano, plenamente de acordo convosco. Se calhar é por esta visão que o CMM, até onde sei, está a desenhar mecanismos formais e legais para acabar com estas práticas.

Não acho que pobresa seja sinónimo de imundice, porquice ou qualquer outra coisa similar. Nestas coisas o que falha é a consiciência de riscos que corremos que faz com que muitos comprem alimentos em condições deploráveis. O Bayano fala do ponto final, eu agregaria o Xikeleni em dia de chuva ou pós chuva.

Mas convenhamos: está a florescer um mercado, também, às custas da nossa pobreza. Um dos exemplos é este. A carne dos talhos, isolados e daqueles acuplados às grandes superfícies sai a preços proibitivos para a maioria dos moçambicanos. Tal carne, segue o circuito ideal (ou devia seguir): controle sanitário/veterinário, abate em locais apropriados/matadouros ou importada etc, com reflexos no preço final.

Não poucas vezes, a carne vendida no xipamanine e outros como documenta a imagem, não segue esses circuitos, é transportada é condições deploráveis e vendidas em outras ainda piores, podendo ainda ser resultado dos tantos roubos de gado que temos ouvido falar.

Portanto, há aqui muitas coisas que falham; consciencia de quem compra, controle de quem deixa circular carne em carrinhas de caixa aberta com as mamana empoleiradas por cima dela, controle de quem deixa crescer e florescerem secções de carne sem nenhumas condições como acontece no Xipamanine e outros mercados etc.

Daí que, à resposta individual (a tal consciência) tem que vir a resposta inspectiva de quem, neste pais de "economia livre", deve regular e inspeccionar as actividades que se realizam. É aí que, se calhar, o CMM quer intervir.

Jorge Saiete disse...

Horacio,
A realidade de Chiquelene a conheço bem e é a muito triste. Espero que quem é de direito possa resolver este problema antes que a colera tome conta de toda a cidade.

Jorge Saiete disse...

Bayano,
é verdade que há gente com capacidades financeiras para comprar carne em Talhos convencionais mas prefere ir a Chiquele ou Xipamanine. E há, como é obvio, quem recorre a estes mercados por falta doutra saida.
abraço e espero que já estejas melhor.

Jorge Saiete disse...

Julio, bem dizes que a pobreza não é sinónimo de imundice e porquice. o que falta eventualmente seja a consciencia do risco mas acho que aqui se pode incluir o desleixo de quem de direito. Se qualquer dia o Governo decidir acabar, com estas praticas certamente pode, falta apenas uma decisão seguida por acções firmes.

X!mb!t@nE disse...

Sera que ainda vou a tempo? Quero apenas dizer, para tristeza de muitos, que talhos ha que se abastecem de carcaças nos mercados informais a grosso. Por outra, ao inves de passar pela inspecçao sanitaria, o que acarreta custos, compram as carcaças provindas de Chokwe e outras praças como quem o faz no Xipamanine. A unia diferença é que nos talhos a carne é cortada a maquina e depois conservada no frio.