sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Caminhar na cruz

Já ouviste falar da corda-bamba? Já assistiu a um filme policial em que os actores procuram sair dum prédio para o outro apoiando-se em uma corda amarrada nos pilares dos dois edificios? Já te imaginaste a conduzir nas montanhas do Lesotho? Já te imaginaste no lugar de Eduardo Mondlane em 1960, quando teve que abandonar as mordomias académicas e se meter nas matas e lutar por nós? Já te imaginaste no lugares dos jovens de 8 de Março que, foram obrigados a deixar todos os seus sonhos para trás em nome da edificação da pátria moçambicana? Já te imaginaste na situação de Paulo perante Agripa (Actos 26)? Todas as situações que coloco acima têem algo em comum: a coragem e a determinação. Coragem e determinação é tudo que um homem de Deus precisa para poder caminhar na cruz. Mas o que é caminhar? Caminhar é mais do que andar, é mais do que uma mera mobilidade do ser humano. Muitas vezes nós andamos e poucas caminhamos. É que caminhar pressupõe um objectivo bem claro. Não caminhamos em vão, mas sim conscientes do alvo que pretemos alcançar. Caminhar dói e não é por acaso que muitos esperam orientações médicas para caminharem regularmente. Caminhar exige coragem e determinação. O mesmo se diz em relação a caminhada na cruz, ela exige coragem e determinação, exige uma decisão previa e devidamente ponderanda uma vez que, ela traduz-se num sacrificio. Caminhar na cruz pressupões uma acção de preterição do fácil e aposta no dificil. Caminhar na cruz presupõe uma vontade de semear para colher amanhã. A caminhada na cruz pressupõe uma aversão ao risco que corremos ao apostar do ouro deste mundo. As coisas terrenas são tão maravilhosas mas completamente momentaneas que se esfumam num abrir da vista, apostemos no tesouro que há no caminhar na cruz que é eterno e infalível. Bom fim de semana.

2 comentários:

ximbitane disse...

Hiii, Saiete, a gente so caminha! Sempre na corda-bamba porque o salario nao chega e tem que se fazer bicos aqui e ali.

Estamos sempre ocupados, tao ocupados que nunca temos tempo para olhar para dentro de nos e vermos quao vazios estamos das nossas crenças religiosas.

Obrigada pelo puxao de orelha, no que me diz respeito. Vou carregar a minha cruz e com ela cruzar esses caminhos tao adversos que a vida nos traz.

Jorge Saiete disse...

Do salário nem me fale, amiga.
Infelismente a vida tem tantos desafios e atractivos que acabam nos destraindo e nos fazem esquecer que temos um compromisso com Deus (leia um post sobre acção de graças no blog GJA, veja nos meu links).

Quando escrevi este texto, estava a pensar nas "atrocidades" e desvios que eu mesmo comento, quando todos domingos estou com biblia na mão e parece que é para nada. Mas será que somos (eu, tu e mais outros) os únicos? Quem não escorrega que nos atire uma pedra!!!