quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Negócio do SIDA

aqui que o Ministério da Saúde Brasileiro anunciou que pessoas que mantiveram relações sexuais sem preservativos e que correm o risco de infecção pelo vírus HIV poderão solicitar medicamentos antirretrovirais como forma de prevenção. Segundo a noticicia , para ter acesso aos remédios, qualquer indivíduo deve procurar um dos 700 centros de referência no tratamento de HIV-SIDA em até 72 horas após a relação sexual desprotegida, mas o ideal é que sejam duas horas.
Esta notícia me deixou de alguma forma perplexo. Se se sabe que tomar anterretrovirais, duas horas após a relações sexuais desprotegidas previne a contaminação, porquê é que esta medida não é popularizada?
Já se disse várias vezes que as mulheres, especialmente em Africa, têm fraco poder de negociar o uso do preservativo junto aos seus parceiros, por factores económicos e culturais, porquê é que não se dissemina o uso de anterretrovirais após o acto sexual. Nem que para tal, elas tenham que o fazer as escondidas.
Quantas trabalhadoras do sexo seriam salvas com esta medida? Quantas vítimas de violação sexual terias suas vidas poupadas? Quantas crianças teriam a possibilidade de crescer com o carinho e calor das suas progenitoras?
Alguma razão especial para deixar pessoas sucumbirem quando existe uma saída que reduziria o número de novas infecções?

7 comentários:

Nelson disse...

“Se se sabe que tomar anterretrovirais, duas horas após a relações sexuais desprotegidas previne a contaminação, porquê é que esta medida não é popularizada?”
Tenho para mim que a popularização da medida encorajaria relações desprotegidas oque aumentaria a demanda em ARV e colocaria em causa a capacidade de fornecimento aos infectados.
Não quero com isso discordar contigo quando falas de algumas das vantagens que a popularização traria.

Jorge Saiete disse...

"Tenho para mim que a popularização da medida encorajaria relações desprotegidas oque aumentaria a demanda em ARV e colocaria em causa a capacidade de fornecimento aos infectados".

Meu caro irmão, o que te parece mais oneroso, entre a aquisição de quantidades suficientes de anterretrovirais para fins preventivos e os custos em cuidado aos milhares de doentes, associado aos nefastos efeitos sociais e economicos (crianças orfãs, perda de mão de obra qualificada e jovem etc, etc)?

Acho que é mais viavel popularizar a medida, nem que para tal, o Estado tenha de cobrar ao cidadão que a eles recorrer com fins preventivos. Claro que a quem não poderia ter capacidade de pagar, e ai entraria o papel social do Estado que mesmo assim continua a ser barrato previnir nivas infecção que cuidar de um doente por toda a sua vida.

Abraço

Ximbitane disse...

Hiiii, questão delicadissima essa. De conversa com algumas brasileiras, que até me convidaram a confirma-lo num site de contos eroticos, muito brasileiro transa sem camisinha, talvez dai a razao da medida.

Mas, com a pouca ciencia que tenho do assunto me pergunto se essa terapia é para servir tal como é usada a pilula do dia seguinte. Também nao se pode negligenciar a existencia de fabricas ou de pretensões em se abrir tais fabricas... De facto, é um negocio

Anónimo disse...

Quase tudo acaba em negócio, e existem sempre muitos oportunistas que lucram com esta situação.
Maria Helena

Jorge Saiete disse...

Xim makweru, aki também se faz muito mas muito sexo desprotegido. a diferença entre nós e brasileiros, esteja no facto de que eles assumem e nós nada disso.
abraço

Jorge Saiete disse...

essa é uma grande verdade, cara Maria Helena. tudo é business

Chacate Joaquim disse...

Saiete tem razao, por uma questao cultural africano custa mesmo assumir que "tranza"! e mais assu a desprotecao da mesma?? nem morto.

Agora, quanto a questao da divulgacao estamos a entrar para o nivel politico da coisa.

Ja imaginaram o ARV disponivel como paracetamol e com essas estrucoes de uso? onde ira a CNS e tantas ONGs que vivem do $ do Sida?

Bem so estou alevantar reflexoes...