segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sete milhões

Recebi de um amigo a foto ao lado. Segundo ele, a mesma retrata a forma original de aplicação dos 7 paus
em alguns distritos deste extenso Moçambique.
Notem que é só para rir.....

16 comentários:

Ximbitane disse...

kakakakkaka, eixi, nao aguentei

amosse macamo disse...

Está errado este cidadão do Distrito em ter definido o direito a informação como prioridade para ele? Sabe-se quanto ele pode ganhar da informação que espera receber?
Deixe-me provocar-te amigo Saiete. Eu vivi em Nampula e meu empregado doméstico o senhor Bernardo, pedia-me todos os dias 2 meticais, mas não falhava no pedido.
Começei a ficar preocupado e curioso como sou, averiguei e descobri amigo Saiete, que ele gastava os 2 mil, na videoteca do vizinho (único no quarteirão) que apresentava filmes.
Quando fui mais fundo, descobri que quase dois quateirões, inundavam o quintal do homem da videoeca por noite, para ver de quase todo género de filmes, desde, Kung fu, a contéudos adultos(aliás, lembro-me que a uma certa altura houve proibições em Nampula de apresentação nos bairros deste tipo de filme, porque as senhoras viam neles, os fomentadores de violações de mulheres em massa que assolavam os bairros periféricos).
Voltando ao dono da videoteca: imagine o amigo Saiete quanto dinheiro ele fazia por mês?
Esta imagem, pode ser interpretada de todas as formas, desde as abonatórias até as desabonatórias.
E então?

Basilio Muhate disse...

Original

Sem comentários !!! Adorable

Nero Kalashnikov disse...

Que ilacoes tirar deste post mano?

Que licoes?

Basilio Muhate disse...

Ilações Nkutumula,

...eu escrevi em tempos sobre os 7 milhões no meu blog (http://basiliomuhate.blogspot.com/2008/08/fundo-de-iniciativas-locais-os-7-milhes.html) e tentei explicar que Durante a Campanha o Presidente Armando Guebuza iria percorrer o País apenas para fazer o balanço e mostrar resultados.
O Presidente da República no seu blog diz aquilo que eu já previa no meu post, temos o problema do reembolso do emprestimo e o problema da gestão dos 7 milhões que ainda persistem, mas o facto é que os 7 milhões estão a produzir efeitos multiplicadores na Economia Moçambicana. Acredito que no próximo mandato o Governo e o Candidato eleito vão começar a quantificar de forma mais detalhada o efeito dos 7 milhões no crescimento económico de Moçambique.
A Foto não sei em que parte de Moçambique foi retirada, mas representa um facto que hoje não podemos negar ou achar impossível.

Basilio Muhate disse...

Veja as minhas ilações em www.basiliomuhate.blogspot.com

Jorge Saiete disse...

Xim, também não aguentei

Amosse,
Percebi o teu ponto, até podes ter muita razão. eu quando vou a Morrumbene, pago 5 mt para ver telejornal em casa de um fulano que tem uma antenta potente.
Ao falares Kung Fu me recordei do Bruce Lee e companhia,hehehe

Muhate, é uma forma original sim. Creio que o dono desta cassa sabe qual é a relevancia da informação para o combate a pobreza. aliás, a informação é tida como um recurso valioso nas economias modernas.

Nero,
Licções são muitas, Muhate avança algumas mas também há que olharmos doutro lado da moeda, sobretudo na componente priorização das acções. é mesmo prioritario apostar em parabólicas antes de ter uma residencia aceitavel? Embora essa estoria de razoabilidade, da casa de cada um de nós, dependa dos óculos com que nos apoiamos para enxergar.

abraço manos

Nero Kalashnikov disse...

Brada Jorge, Brada Basílio,

Cada um de vós tirou suas ilações. Eu também tirei as minhas. E confesso que se inclinam mais para as do Jorge.

O que é prioritário? Casa ou informação? Produzir comida ou comprar carro? Ainda bem que o debate existe. Permite ver o reverso da moeda.

Temos que continuar a luta pelo aperfeiçoamento dos mecanismos dos FIIL nos distritos.

Jorge, fiquei quase uma semana a espreitar a ver se respondias... Não me digas que, como eu, estás num distrito com dificuldades sérias de internet...

Um abraço manos, de Angónia, terra promissora. Registem isso: terra promissora.

Bom, agora vou lavar as mãos e comer um bom peixe seco com ntsima e beber refresco de malambe

Nelson disse...

O problema dos sete milhoes foi ter sido decidido de forma "emocional" Alguem sabe de algum estudo que tenha sido antes da decisao? Se houve posso garantir que nao foi um estudo derio pois se fosse teria detectado esse probleminhas com que agora nos debatemos. Falte de preparacao dos que gerem a mola, incapacidade dos beneficiario reembolsarem os valores dentros dos prazos estabelicidos, a vulnerabilidade dos que estao a gerir a mola se involverem em esquemas de corrupcao, partidarismo, nepotismo e etc etc

Basilio Muhate disse...

Os 7 milhões foram a melhor coisa em termos de resposta ao discurso político de combate à pobreza, que aconteceu nos últimos 5 anos, independentemente de se a decisão foi ou não emocional.

Há estudos feitos que podem ser encontrados em www.mpd.gov.mz, mas estes estudos diagnosticaram a situação do desenvolvimento local e apontavam algumas soluções.

Obviamente que os 7 milhões ainda tem problemas por resolver, o próprio pR reconhece isso e diz que a resolução desse problema constitui um dos desafios que ainda persistem.

Mas asseguro-vos que os problemas e desafios que os 7 milões têm são superados de longe pelas oportunidades e pelo impacto que aquele fundo teve na vida das populações nas zonas rurais. Não há comparação possível.

Jorge Saiete disse...

Nero, andei sim pelos polos de desenvolvimento. sabes como é. É lá onde a nossa contribuição mais se faz necessária. mas ja estou ca.

Olha, traga um pouco de malambe, xicoa e mbuzi. Na cidade de Tete não percas a oportunidade de saborear o pende alí na famosa PESCINA, bem ao lado da ponte.

Um abraço ao mano Chivavice ai em Angónia.
abração para ti

Jorge Saiete disse...

Nelson tocaste na ferida. É um facto que alguma coisa não correu bem na fase preparatória deste megaprojecto. Porque o dinheiro já está nos distritos urge fazermos algo para que os outcomes sejam razoaveis.

Como vai o PNG?
abraço

Jorge Saiete disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge Saiete disse...

Muhate,o impacto está a vista mas há muito que ainda devemos, conjuntamente, fazer para conter o indice de dsperdicios daquele taco.

Uma das coisas é dizer com clareza, as populações beneficiarias, o fim daquele fundo. Assim estariamos a contribuir para um uso cada vez mais cuidado daquele recurso que tanto sofreremos para paga-lo aos credores

Nero Kalashnikov disse...

Quanto aos 7 milhões, vejo uma coisa muito engraçada nesta campanha eleitoral.

Quase todos os partidos da oposição passaram o quinquénio todo a criticar negativamente a alocação dos 7 milhões.

Agora, em tempo de campanha eleitoral, não ousaram tocar no assunto! Não acham isto estranho meus irmãos? Estes bradas só criticam por criticar.

Digam-me, porque é que na campanha o único partido que fala dos 7 milhões é a FRELIMO?

Porque é que os partidos da oposição não dizem o que pensam dos 7 milhões? Malandros...

Nelson disse...

Nero queria estivesses certo no que dizes quanto ao silencio dos outros partidos em torno dos sete milhoes. Queria que podesses provar esse “porque é que na campanha o único partido que fala dos 7 milhões é a FRELIMO”.
Dlhakama falou em Nampula que os 7 milhoes nao sao da Frelimo.
Os pescadores de Pebane foram “prometidos” os 7 milhoes pelo MDM.
Fala-se sim dos sete milhoes mas nao como uma realizacao. Apontam-se os problemas que os sete milhoes criaram por causa da ma gestao