terça-feira, 28 de julho de 2009

A ponte, o nome e pancadaria

Quem diria que voltaria ao vosso convivio? Andei tão apertado que nem tempo para respirar tinha, mas como tudo que tem começo, tem sempre um fim a vista, cá estou eu de volta. Volto mais galvanizado, com muita coisa por partilhar convosco sobre o que aprendi nos polos de desenvolvimento por onde passei. Durante a minha ausencia muito se falou a respeito da ponte sobre o rio Zambeze que passará a se chamar Ponte Armando Guebuza em homenagem ao actual presidente da República. Há muitas vozes a favor do nome e outras obviamente contra e como a lei do terceiro excluido não se aplica nesta matéria, eu junto-me ao grupo daqueles que não estão a favor, nem estão contra. Tomo esta posição porque para mim o que conta é a ponte e a questão do nome só se coloca por mera mesquinhez humana. A ponte lá está e servirá a todos com ou sem o nome proposto. Viva a Ponte! O outro assunto que perdi a oportunidade de no devido momento avançar o que penso é a lei que penaliza a violencia domestica contra a mulher. Vi muitos comentarios na imprensa sobre o assunto, uns a favor e outros contra e como é de esperar, tenho também o meu posicionamento sobre o assunto e o avançarei antes que me obriguem a saborear sem querer "dois peixes com legumes". Meus compatriotas! Será que nós precisamos de uma norma para regular o nosso convivio domestico? Precisamos de ter uma lei para sabermos que sovar o outro é mau? Precisamos de uma lei para compreendermos que uma familia so floresce quando todos membros da familia respeitam-se mutuamente? Faz algum sentido aquela lei? Para mim a lei contra a pancadaria domestica não passa de um ensulto colectivo e um cartão vermelho a nossa convivencia domestica. Se eu fosse parlamentar teria dito durante a sessão o seguinte: o unico segredo para uma sã convivencia domestica é o amor e não a lei. Abraço a todos e nada de pancadaria fisica, psicologica e nem a estrutural que vi nos polos de desenvolvimento por onde passei.

4 comentários:

Nero Kalashnikov disse...

Caro Jorge,
Gostei das tuas abordagens. Isentas, sem tendências e com a requerida lucidez. Por isso, como prémio, vou adicionar e seguir o teu blog. Está muito difícil encontrar isenção e imparcialidade nas abordagens com que me deparo quando visito muitos blogs.
Um abraço

X!mb!t@nE disse...

Saiete, até que enfim! Ja estamos preocupados com essas tuas idas ao polo do desenvolvimento.

Meu amigo, todos as celeumas que levantas tem a sua razao de ser: boa ou ma, depende de como cada um quer engolir o peixe com legumes.

De tudo o que disseste, gostei da maxima "o unico segredo para uma sã convivencia domestica é o amor e não a lei". Um abraço ao Junior

Jorge Saiete disse...

Meu Caro Nkutumula, obrigado pela visita. Olha que eu já havia adicionado o teu blog. Sendo eu, um leigo em matéria júridica, dá sempre muito gosto ver a a análise juridica dos factos que ocorrem no nosso dia a dia. abraço e volte sempre

Jorge Saiete disse...

Amiga Xim, estou simplesmente a responder o chamamento da patria.

Continuo achando que nenhuma lei vai determinar uma sã convivencia domestica se entre os membros dessa familia não haver amor. felismente concordas comigo.
Que tal lançarmos uma campanha nacional de promoção de amor?