sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Weekend no Xiveve

Estarei na cidade da Beira durante este fim de semana (chego hoje as 20h e saio na segunda as 15h) e terei imenso prazer em me avistar com amigos bloguista vivendo ou em passagem daquela urbe. Quem estiver interessado em um papo, me contacte pelo: 844771815. Abraços e bom fim de semana a todos

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mas querem dinheiro?

As vezes chego a pensar que a minha mãe que está em Morrumbene a cuidar da sua machamba, galinhas, cabritos e de porcos vive em paz que muito de nós que roemos solas e solas a caminho da escola e que depois nos instalamos nas grande cidades. É que a rotina da minha mãe, lá no campo, safa a ela de uma série de chatices que só nós os ditos urbanos experiementamos. Tudo isto vem a proposito da barbaridade que noto em muitos bancos da nossa praça, relativamente a forma como fazem negocio. A Gestão me ensinou que qualquer empresa que queira se afirmar no mercado, deve, para além doutras coisas, prestar muita atenção as suas operações. É que as operações representam os ossos das organização e é por isso que encontramos em quase todas elas, alguem com o tituto de Operations Manager ou qualquer outra designação, desde que tal figura se dedique a pensar na eficiencia e eficácia do sistema produtivo e ou na melhor forma de prestação de serviços de qualidade aos seus públicos. Muitos dos nossos bancos, pelo menos em Maputo, se é que têm um Operations Manager, esse passa o tempo sonecando ou lá está por mera questão cosmética. É incomprensivel que um gestor bancario permita que no intervalo entre as 12 a 14 horas apenas 25% das suas caixas é que estejam a atender a clientela, sabendo que é nessa altura que muitos usuários da banca têm intervalo em seus serviços e aproveitam para fazer algumas transações bancarias. É inaceitavel que um gestor bancario no seculo XXI ainda admita que entre os dias 25 a 5 do mês seguinte tenha, apenas, menos da metade dos seus ATMs operacionais. É intoleravel que neste milenio ainda existam bancos que exigem atestado de residencia para que alguem abra uma conta. É imperdoavel que em 2009, seja necessário esperar cerca de 15 dias para se receber do banco um simples cartão de debito. Será que os bancos em Moçambique querem dinheiro? Ou mudam de atitude perante o negocio ou estão condenadas a desaparecer pois os desafios do negocio hoje exigem gente criativa, ambiciosa e que pense no entusiamos dos clientes e não apenas na satisfação.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A ponte, o nome e pancadaria

Quem diria que voltaria ao vosso convivio? Andei tão apertado que nem tempo para respirar tinha, mas como tudo que tem começo, tem sempre um fim a vista, cá estou eu de volta. Volto mais galvanizado, com muita coisa por partilhar convosco sobre o que aprendi nos polos de desenvolvimento por onde passei. Durante a minha ausencia muito se falou a respeito da ponte sobre o rio Zambeze que passará a se chamar Ponte Armando Guebuza em homenagem ao actual presidente da República. Há muitas vozes a favor do nome e outras obviamente contra e como a lei do terceiro excluido não se aplica nesta matéria, eu junto-me ao grupo daqueles que não estão a favor, nem estão contra. Tomo esta posição porque para mim o que conta é a ponte e a questão do nome só se coloca por mera mesquinhez humana. A ponte lá está e servirá a todos com ou sem o nome proposto. Viva a Ponte! O outro assunto que perdi a oportunidade de no devido momento avançar o que penso é a lei que penaliza a violencia domestica contra a mulher. Vi muitos comentarios na imprensa sobre o assunto, uns a favor e outros contra e como é de esperar, tenho também o meu posicionamento sobre o assunto e o avançarei antes que me obriguem a saborear sem querer "dois peixes com legumes". Meus compatriotas! Será que nós precisamos de uma norma para regular o nosso convivio domestico? Precisamos de ter uma lei para sabermos que sovar o outro é mau? Precisamos de uma lei para compreendermos que uma familia so floresce quando todos membros da familia respeitam-se mutuamente? Faz algum sentido aquela lei? Para mim a lei contra a pancadaria domestica não passa de um ensulto colectivo e um cartão vermelho a nossa convivencia domestica. Se eu fosse parlamentar teria dito durante a sessão o seguinte: o unico segredo para uma sã convivencia domestica é o amor e não a lei. Abraço a todos e nada de pancadaria fisica, psicologica e nem a estrutural que vi nos polos de desenvolvimento por onde passei.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mato na cabeça!

Sempre que ouço falar de actos barbaros cometidos por políticos, da minha terra, me recordo de um ex-colega da Escola, que dizia: É FACIL TIRAR A CABEÇA DO MATO MAS É DIFICIL TIRAR O MATO DA CABEÇA DE ALGUEM... Para o meu colega, que até concordo com ele, se podia com relativa facilidade retirar quem quer que seja da floresta mas o complicado seria urbanizar a pessoa. Esta estoria de tirar a cabeça do mato Vs tirar o mato da cabeça, conduz-nos aos famosos processos de LEARNING AND UNLEARNING. O LEARNING esta associados a incorporação de novos valores e o UNLEARNING faz o inverso. Normalmente levamos pouco tempo para aprender do que para desaprender. Se durante 16 anos aprendemos que todo aquele que pensa diferente, de nós, é inimigo, precisaremos de quase o dobro ou triplo desse tempo para desaprendermos de modo a ficarmos com a mente livre para metermos a nova ideia de que, pensar diferente não é sinónimo de inimizade. Quem pensa diferente é nada mais do que nosso adversário e que no debate com ele precisamos, sempre, de observar do Fair Play. Esta viagem toda vem a proposito do atentado ao presidente do MDM em Nacala por "supostamente" homens umbilicalmente ligadas a Dhlakama e a Renamo. A ser verdade que os suspeitos sejam da Renamo então seria forçado a acreditar que este partido ainda não tirou o mato da cabeça apesar de ter saido do mato a cerca de 17 anos. Parece que a Renamo ainda não desaprendeu que o "salário" de quem pensa diferente é a morte. A Renamo ainda não aprendeu que pensar diferente não significa estar contra quem quer que seja, significa apenas trazer um outro ingrediente ao debate de ideias.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

QUE SUSTO!

Deixe que eu vos conte uma daquelas estórias caricatas que acontecem em nossas vidas e que podem ser lições para outros. É assim, ontem por volta das 16h, a cerca de 1 hora do fim do meu dia laboral, a minha esposa me envia uma sms com o seguinte teor: “ Dpos d job, acompanhei nha colega a clinica e chegdos aki, decidi seguir conselhos k são feits a tds doents e acompnhantes, p fzr tst d HIV. Já tirei sangue e tou xpera ds resultados" Mensagem curta, feita a nossa maneira mas extremamente clara. A madame estava a espera de resultados do teste de HIV naquele momento! Não vão acreditar que em menos de 5 minutos bebi 2 litros de água, baixei a temperatura do ar condicionado para o mínimo possível mas mesmo assim transpirei. Aquilo foi um susto terrível. Eu não faço teste de HIV a cerca de 4 anos e apesar de estar consciente da necessidade de periodicamente procurar conhecer o meu estado, o medo nunca me deixou arriscar. E para a minha infelicidade o telefone da madame fica sem carga e logo incontactável. Vocês imaginam a minha reacção, evoquei a todos os Santos, a todos os meus antepassados adormecidos em Morrumbene e pensei nos melhores curandeiros que publicitam seus serviços nos jornais da praça. Cheio de tanto medo, saí a correr do serviço, sem ao menos dizer tchau ao Júlio Mutisse com quem ia conversando no msn. Entro no carro, ponho-o a funcionar e arranco sem desengatar o travão de mão. Pouco tempo depois começo a sentir um cheiro estranho saindo do carro. Paro e procuro entender que tipo de xipoco seria aquele. Não era xipoco algum, era minha estupidez. Acelerar sem destravar cria algumas disfunções nas rodas (os mecânicos explicam melhor). Tive que, com ajuda de um automobilista que me seguia, pôr água nas rodas para arrefecê-las e depois continuar a viagem. Tentar chegar a clínica onde a madame estava parecia, tentar percorrer 1000 km em uma hora. Finalmente chego a clínica, encontro a madame a trocar sorrisos com a colega. Ela já tinha os resultados e eram negativos. E assim terminava a minha maratona estúpida. Moral da estoria: cada um que tire sozinha a conclusão que achar óptima mas eu acho que a problemática do SIDA é um assunto sério e muitas vezes nós que tivemos o privilegio de passar da escola e que, não raras vezes, mobilizamos os outros para o teste, quando chega a nossa vez moremos de medo. Somos hipócritas, não acham? Riam de mim, quanto quiserem, mas com calma porque amanhã é vossa vez.....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Quem salva a indústria avícola?

As televisões moçambicanas mostraram ontem, imagens chocantes de massacres de pintos na cidade de Maputo. Os pintos mortos de uma forma brutal eram aos milhares e segundo os criadores, o holoucausto ainda está a começar e temos que esperar mais carnificina dos pobres pintos. A justificação que nos é dada tem a ver com a inundação do mercado nacional com o frango barrato importado e isso provoca a falência dos avicultores nacionais, tudo porque eles não podem ombrear com os importadores. Diz-se que o frango importado chega a custar quase metade do preço do nacional e logicamente o consumidor moçambicano prefere o barrato embora se levante a questão da qualidade mas para muitos isso é conversa para outros planetas. Certamente que o avicultor nacional esta e continuará num beco sem saída se aqueles que fazem Políticas Públicas não se mexer. E muito se podia fazer para salvar não só o empresário avicultor como também os milhares de postos de trabalho que estão em risco e em cascata, milhares de familias que cairão na graça da pobreza que deviamos combater com o PARPA. Muitos governos quando se acham em situações como a que assistimos em Moçambique, lançam mão a obra e adoptam uma das tantas opções messiânicas para salvar as honras do covento. Governos, donde quando a chuva cai fica humidade no solo, perante uma crise dessas, oferecem beneficios fiscais aos empresários em risco ou subsidiam o empresario no que diz respeito aos custos operacionais e ainda adoptam medidas proteccionistas do mercado nacional. Tudo é feito para evitar que a crise se agudize. Muito é feito nesses países do Marte e nós o que faremos?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Discurso elegante!

TENHO ANDADO MUITO OCUPADO E NAO TENHO ACTUALIZADO COM REGULARIDADE ESTE BLOG. E ENQUANTO NAO VOLTO EM PLENO AO VOSSO CONVIVIO, DECIDI PARTILHAR COM TODOS ESTE HONESTO DISCURSO. Durante o copo de agua, o noivo é dado a palavra para dirigir-se aos convidados e eis o que lhe ocorre dizer: 1. Antes de mais eu gostaria de agradecer ao senhor por ter criado a minha esposa e agradecer tambem ao pastor e a sua esposa por nosterem emprestado os aneis do casamento. 2. Um especial agradecimento tambem vai ao dono da casa por nos ter emprestado o seu carro. 3. Estou tambem bastante agradecido ao meu chefe por ter aceite o emprestimo que usei para comprar o meu fato. 4. Um grande agradecimento ao grupo de amigos pela campanha de angariação de fundos em meu nome. 5. A minha cunhada (esposa do meu irmão) muito obrigado por ter cedido o vestido de casamento a minha esposa, e agradeço tambem a minha irmã por ter cedido os seus sapatos a minha esposa. 6. Estou muito agradecido a pessoa que fez o bolo. Conforme o prometido devolve-lo-ei amanhã de manhã assim como o levei. 7. Um agradecimento especial a todos os amigos que trouxeram as suas comidas de casa para eu poder alimentar a todos. Aos que puderam servir-se da comida boa sorte a todos e aos que não puderam espero que venham a faze-lo na festa do primeiro aniversario do nosso filho (felizmente é ja para o ano). 8. Um agradecimento especial aos meus pais por terem trazido a banda cultural da vila para abrilhantar o ambiente e nos entreter a todos nós hoje aqui. 9. Sem me esquecer do Comite do Casamento da Igreja, muito obrigado por terem persuadido a minha esposa para se casar comigo. 10. Agradeço também aos homens casados desta igreja por me terem apressado ao casamento. 11. As mulheres não ficam de fora, o meu muito obrigado por terem ensinado a minha esposa a cozinhar e a dançar. 12. Aos jovens, o meu muito obrigado pela limpeza do local bem como pela lindissima decoração do mesmo. 13. Aos jovens amigos, muito obrigado por terem me ajudado com a 2M e a Laurentina. 14. Aos co-inquilinos, obrigado pelo dinheiro que contribuiram para pagar o cameraman. 15. Para terminar, desejo a todos bom regresso a casa e rezo para que ninguem experimente o sofrimento pelo que passei por este casamento Muito Obrigado